É irónico, ainda hoje de manhã estava a dizer que o amor é ridículo e agora estou a escrever sobre ele, sobre ti, sobre mim. Sim porque no amor tem que haver um tu, um eu e ele (o amor).
Adoro quando estou contigo, faz-me esquecer de tudo o resto. Frase banal e mais usada que não sei o quê, mas é essa a verdade. Com outras pessoas farto-me de pensar e pensar para tentar dizer algo que as fascine e cative, contigo não, posso simplesmente falar sem pensar, posso dizer o que realmente me vai na cabeça. És especial, para mim és. Adorei quando te toquei e te dei a mão, mesmo que tenha sido apenas por breves momentos e apenas para não me perder na confusão, não tenho culpa que tenha gostado nem tenho culpa de te gostar... Adorei tocar-te, de por a minha mão perto da tua cintura, mesmo que tenha sido algo ingénuo e sem ter pensado em fazer isso. Adoro cada momento contigo... Duas músicas tocaram e gostava de te ter tocado, de te ter abraçado e de ter ficado apenas agarrado a ti a ouvi-las, mas não fui capaz... Na verdade sou um cobarde por não ter conseguido. Não o fiz porque não queria, nem quero criar um ambiente pesado e mau entre a nossa amizade, não quero que nada estrague a nossa amizade, mesmo que isso signifique que tenha que esquecer o que sinto por ti. Tu própria disseste que não gostavas de ninguém nem que estavas em condições para gostar de alguém, então tento esquecer o que sinto por ti mas a cada minuto que passa fica mais forte o sentimento recalcado...
Um grande texto só para dizer que "gosto de ti", sei também que nunca irás ver isto por isso não quero saber e público...
"Todas as cartas de amor são ridículas" e este texto não é menos ridículo por não ser uma carta, é ridículo por estas a desabafar, por estar a dizer o que sinto... É apenas ridículo e estúpido.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
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